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Megathyrsus maximus

Nome comum

Sinônimos

  • Panicum gongylodes
  • Panicum hirsutissimum
  • Panicum jumentorum
  • Panicum laeve
  • Panicum maximum
  • Panicum maximum fo. pubiglume
  • Panicum maximum var. gongylodes
  • Panicum maximum var. maximum
  • Panicum maximum var. pubiglume
  • Panicum maximum var. trichoglume
  • Panicum polygamum
  • Panicum praticola
  • Panicum scaberrimum
  • Panicum trichocondylum
  • Urochloa maxima
  • Urochloa maxima var. trichoglumis
 
  • buffalo grass
  • capim-colonião
  • capim-coloninho
  • capim-da-colônia
  • capim-de-cavalo
  • capim-de-corte
  • capim-de-mula
  • capim-de-planta
  • capim-gatton-panic
  • capim-green-panic
  • capim-guaçu
  • capim-guedes
  • capim-guiné
  • capim-makueni
  • capim-murubu
  • capim-murumbu
  • capim-navalha
  • capim-sempre-verde
  • capim-tanganica
  • capim-tanzânia
  • hierba de india
  • milhã
  • privilegio
  • zacatón
 

Taxonomia

Autor

(Jacq.) B.K. Simon & S.W.L. Jacobs 

Subespécie

 

Autor da subespécie

 

Gênero


Família


Ordem


Classe


Phylum


Reino


Subfamília


Série


Gerais

Área de distribuição natural

Congo, Tanzânia, Guiné, Quênia, Zimbábue, Índia (variedade trichoglume cf. Petrie).

Ambientes naturais

Desde a zona de floresta tropical seca à zona de floresta úmida, do nível do mar até 1800 m de altitude.

Descrição da espécie

Planta perene, robusta, entouceirada, de colmos glaucos (com cerosidade esbranquiçada) nos entrenós, de 1 - 2 m de altura. Folhas longas, finas e estreitas, envolvendo o colmo e podendo ser de comprimento menor, igual ou maior que o dos entrenós; superfície lisa, com esparsa pilosidade, que é mais acentuada perto do colar. Inflorescência na parte terminal dos colmos, podendo ocorrer uma ou mais panículas secundárias a partir de nós superiores. Na base da panícula há uma bráctea assemelhada a uma lâmina foliar, porém mais curta. As panículas surgem envoltas por essa bráctea antes de se expandirem. Nas flores hermafroditas as anteras, em número de 3, maturam antes das anteras das flores masculinas. Frutos em formato elíptico, com base e ápice agudos, com 2 mm de comprimento por menos de 1 mm de largura, levemente achatadas de um lado; pericarpo liso, branqueacento e fosco. Frutos (cariopses) envoltos por glumas, que têm coloração ferrugínea na maturação. Colmos simples ou ramificados, eretos com até 3,50 de altura, cilíndricos, às vezes algo achatados na parte inferior, onde podem chegar a 1 cm de espessura, superfície lisa e glabra, de coloração verde-clara. Nós muito desenvolvidos, de coloração algo rosada, cobertos por densa vilosidade. Nos nós ocorrem gemas, que se mantém normalmente dormentes. O sistema basal apresenta rizomas curtos e robustos, dos quais se originam novos colmos, raízes fibrosas. Um quilo de sementes encerra de 750.000 a 1.500.000 unidades, dependendo da variedade ou do cultivar.

Forma biológica

  • Gramínea
  • Herbácea
 

Reprodução

  • Sementes
  • Vegetativa
 

Dispersão

  • Vento
  • Aves
  • Água
 

Dieta

     

    Uso econômico

    • Forragem
     

    Uso econômico - descrição

    Cultivada como forrageira pela enorme quantidade de massa verde que produz durante todo o ano. Plantas novas chegam a conter 13% de proteína. Na Amazônia essa forrageira é utilizada na alimentação do peixe-boi, quando em cativeiro. 

    Invasão

    Tipo de introdução Causa de introdução Local de introdução Data Descrição da introdução
    DesconhecidaEm associação com comércio internacionalBrasilA época e a causa da introdução de capim-colonião no Brasil parece não ter sido documentada. Estima-se que foi no tempo das navegações, tanto que muito observadores brasileiros erroneamente classificaram a espécie como nativa do país. O mais provável é que tenha sido introduzida acidentalmente porque a palha servia como cama para escravos em navios negreiros.

    Vetores de dispersão

    • Vento
     

    Vias de dispersão

    • Agricultura
    • Rodovias
     

    Ambientes preferenciais de invasão

    • Área degradada
    • Campos
     

    Ambientes preferenciais de invasão - descrição

    Áreas degradadas e antropizadas, como beira de estradas, terrenos baldios, pastagens. Ambientes campestres e outros ecossistemas abertos. 

    Outros locais onde a espécie é invasora

    Estados Unidos (Guam, Havaí), Samoa Americana, Ilhas Marianas, Ilhas Cook, Estados Federados da Micronésia, Fiji, Polinésia Francesa, Equador (ilhas Galápagos), Kiribati, Nova Caledônia, Niue, Ilhas Falcon, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Ilhas Salomão, Tonga, Vanuatu, Wallis, Ilhas Futuna, Austrália, China, Japão, Coréia, Taiwan, Tailândia, Vietnam, Malásia, Filipinas, Indonésia, Ilhas Maurício, Jamaica, República Dominicana, Cuba, Grenada, Porto Rico, Ilhas Virgens (EUA) (CABI Invasive Species Compendium 2019). 

    Impactos ecológicos

    Forma densos aglomerados em ambientes abertos e em áreas alteradas. Pode suprimir ou competir com a flora local em solos férteis, acumular biomassa e causar incêndios. Resistente ao fogo, domina a área rapidamente após a queimada. Desloca até mesmo o capim-gordura (Melinis minutiflora) e o capim-jaraguá (Hyparrhenia rufa). 

    Impactos econômicos

    Considerada espécie invasora em mais de 40 países. Há referências de que seja um problema em mais de 20 tipos de culturas. A cultura mais afetada é a da cana-de-açúcar. Existe uma certa semelhança entre plantas novas de colonião e de cana-de-açúcar, de modo que uma invasão pode passar desapercebida até que se inicie a formação de panículas. Os prejuízos são de competição direta e de colheita, pois um canavial infestado é muito difícil de ser colhido. Outro aspecto negativo é que a espécie pode ser hospedeira alternativa do vírus da "folha-branca" do arroz. Incendeia-se facilmente e é comum que, ao infestar margens de rodovias, destrua placas de sinalização. 

    Impactos sociais

     

    Impactos à saúde

    Pode acumular grande quantidade de glucosídios cianogênicos nas inflorescências, com efeito tóxico muito rápido. Animais intoxicados podem morrer sem que haja tempo de perceber sintomas. 

    Manejo

    Controle mecânico

    Pastoreio intensivo controlado; abafamento com lona plástica transparente durante 40-60 dias para eliminar banco de sementes. Arranquio somente no caso de poucos indivíduos ou indivíduos isolados, mas em geral consegue rebrotar das raízes. 

    Controle químico

    Aspersão foliar com herbicida à base de glifosato em diluição de 1-2% em água. Repetir a aplicação no início da floração para impedir a produção de sementes. Idealmente, a área deve ser roçada antes da aplicação para reduzir o volume do herbicida, que pode ser aplicado quando as plantas estiverem com rebrote de 10 a 25cm de altura. 

    Controle biológico

     

    Medidas preventivas

     

    Resultados de análises de risco

    Risco alto nas Ilhas do Pacífico, rejeitada na Austrália (http://www.hear.org/pier/species/panicum_maximum.htm). 

    Ocorrências

    Distribuição no país

    • Amplamente distribuída
     
    Estado Município Referência local Área protegida
    1ParanáLondrinaOcorre nas adjacências do parqueParque Estadual Mata dos Godoy
    2Santa CatarinaFlorianópolisTrilha dos CamboatásParque Municipal do Morro da Cruz
    3Santa CatarinaFlorianópolisPróximo à Av. Henrique Fontes (Beira-mar sul)Parque Municipal do Manguezal do Itacorubi
    4Santa CatarinaFlorianópolisTrilha da Pedra dos GaviõesParque Municipal do Morro da Cruz
    5Santa CatarinaFlorianópolisTrilha do Saquinho, próximo ao ponto de captação da CASANParque Natural Municipal da Lagoa do Peri
    6Santa CatarinaFlorianópolisInício da Trilha da Boa VistaMonumento Natural Municipal da Galheta
    7Minas GeraisJanuáriaParque Nacional Cavernas do Peruaçu
    8Mato GrossoCuiabáMargens das estradas que cruzam o estado do Mato Grosso
    9Espírito SantoVila VelhaParque Natural Municipal Morro da Mantegueira
    10Espírito SantoVila VelhaMonumento Natural Morro do Penedo
    11Espírito SantoAnchietaÁrea de Proteção Ambiental da Guanabara
    12Minas GeraisFervedouroParque Estadual da Serra do Brigadeiro
    13Mato Grosso do SulMirandaSerra da Bodoquena
    14Mato Grosso do SulBonitoSerra da Bodoquena
    15Mato Grosso do SulCorumbáMorraria de Corumbá
    16Mato Grosso do SulBodoquenaSerra da Bodoquena
    17AmazonasManausÁrea de borda, próximo à rua e quintaisParque Estadual Sumaúma
    18AmazonasManausTrilhas e borda externa do ParqueParque Municipal do Mindu
    19Distrito FederalBrasíliaParque Nacional de Brasília
    20Espírito SantoAnchietaÁrea de Proteção Ambiental Guanabara
    21Espírito SantoAnchieta.Estação Ecológica da Guanabara
    22Espírito SantoCachoeiro de ItapemirimFloresta Nacional de Pacotuba
    23Espírito SantoConceição da BarraÁrea de Proteção Ambiental Conceição da Barra
    24Espírito SantoFundãoÁrea de Proteção Ambiental de Goiapaba-açu
    25Espírito SantoLinharesReserva Biológica de Comboios
    26Espírito SantoSanta TeresaÁrea de Proteção Ambiental de Goiapaba-açu
    27Espírito SantoVila VelhaParque Natural Municipal de Jacarenema
    28Espírito SantoVitóriaParque Municipal Fonte Grande
    29Espírito SantoVitóriaParque Natural Municipal de Tabuazeiro
    30Minas GeraisUberlândiaÁrea de Preservação Permanente do Córrego do Óleo
    31São PauloEldoradoParque Estadual Intervales
    32São PauloEldoradoParque Estadual Intervales
    33São PauloEmbu-GuaçuVárzeaParque Estadual da Várzea do Embu-Guaçu
    34São PauloFranco da RochaCachoeiraParque Estadual do Juquery
    35São PauloGuapiaraParque Estadual Intervales
    36São PauloGuapiaraParque Estadual Intervales
    37São PauloIporangaParque Estadual Intervales
    38São PauloIporangaParque Estadual Intervales
    39São PauloRibeirão GrandeParque Estadual Intervales
    40São PauloRibeirão GrandeParque Estadual Intervales
    41São PauloSete BarrasParque Estadual Intervales
    42São PauloSete BarrasParque Estadual Intervales
    43ParanáPonta GrossaParque Estadual de Vila Velha
    44São PauloIperóFloresta Nacional de Ipanema
    45PernambucoTamandaréAdministração, sul da estrada PE-60, entrada, trilha do açudeReserva Biológica de Saltinho
    46ParanáSão Pedro do ParanáPorto São José - Projeto Mandioca - PRASA
    47ParanáDiamante do NorteÁrea em restauração ambientalEstação Ecológica do Caiuá
    48Rio de JaneiroPetrópolisÁrea de Proteção Ambiental de Petrópolis
    49Rio de JaneiroSão Francisco de ItabapoanaEstação Ecológica Estadual da Guaxindiba
    50Rio de JaneiroNiteróiMorro das AndorinhasParque Estadual da Serra da Tiririca
    51Rio de JaneiroSilva JardimPróximo a bordas de florestas
    52Rio de JaneiroItaguaíCosta Verde, distrito de Ilha da Madeira
    53Rio de JaneiroCachoeiras de MacacuPróximo a bordas de florestas
    54Espírito SantoConceição da BarraParque Estadual de Itaúnas
    55ParanáGuaratubaParque Nacional Saint Hilaire / Lange
    56ParanáCuritibaParque Natural Municipal Barigui
    57Espírito SantoVitóriaParques Municipais
    58Espírito SantoGuarapariPraia dos Padres
    59Espírito SantoCariacica
    60Espírito SantoGuarapariParque Estadual Paulo César Vinha
    61BahiaFeira de SantanaÁreas antropizadas
    62Espírito SantoVitóriaÁreas de pastagem, próximas à restinga
    63ParaíbaTavares
    64ParanáGuaraqueçaba
    65ParanáGuaraqueçabaBase do Instituto Ambiental do Paraná
    66ParanáLondrinaNorte do estado do Paraná nas regiões mais quentes praticamente em todos os lugares
    67ParanáMaringáNorte do estado do Paraná nas regiões mais quentes praticamente em todos os lugares
    68ParanáPontal do ParanáPresença generalizada no município
    69ParanáTijucas do SulÁrea da Panagro Empreendimentos Florestais cedida à PUC-PR
    70ParáParagominasPlantio de soja e pastagem abandonada
    71RondôniaCerejeirasPropriedades rurais
    72RondôniaChupinguaiaPropriedades rurais
    73RondôniaCorumbiaraPropriedades rurais
    74RondôniaVilhenaPropriedades rurais
    75Santa CatarinaFlorianópolisMorro da Cruz, Costeira, Saco dos Limões, Pantanal, Saco Grande e Córrego Grande

    Projetos

    Título Espécies Contato

    Referências

    Título Autor
    Análise da colonização vegetal espontânea em ambientes modificados por medidas físicas na recuperação de áreas degradadas.TREVISOL, R. G.; NEVES, L. G.; SILVA, R. T.; VALCARCEL, R.
    Plantas infestantes e nocivas tomo I.KISSMANN, K. G.
    Spread of African pasture grasses to the American tropics - The Africanization of the new world tropical grasslandsPARSONS, J. J.
    Sistemas de manejo de gramíneas do gênero Melinis.GOMIDE, J. A.
    Mapeamento da vegetação e usos das terras da floresta nacional de Ipanema, Iperó/SP.FÁVERO, O. A.; NUCCI, J. C.; DE BIASI, M.
    Problem plants of South Africa.BROMILOW, C.
    Recuperação ambiental e contaminação biológica: aspectos ecológicos e legais.ESPÍNDOLA, M. B.; BECHARA, F. C.; BAZZO, M. S.; REIS, A.
    Informe sobre las especies exóticas en VenezuelaOJASTI, J. ; JIMÉNEZ, E. G. ; OTAHOLA, E. S. ; ROMÁN, L. B. G.
    Estrutura e composição florística do estrato herbáceo-subarbustivo de um pasto abandonado na Reserva Biológica de Poço das Antas, município de Silva Jardim, RJ.VIEIRA, C. M.; PESSOA, S. V. A.
    Riqueza de espécies de sub-bosque de um fragmento de floresta ombrófila mista em Tijucas do Sul, PR.LIEBSCH, D.; ACRA, L. A.
    Espécies vegetais exóticas invasoras em florestas no Rio Grande do Sul.MONDIN, C. A.
    Levantamento de plantas exóticas invasoras e estabelecidas na área urbana e entorno do município de Iporanga - SPMARTINS, A. G. S.
    Espécies vegetais exóticas no parque estadual de Vila Velha: subsídios para controle e erradicação.CARPANEZZI, O. T. B.
    Prejuízos causados pelas espécies exóticas invasoras na Floresta Nacional de PacotubaXAVIER, T. M. T.; MORENO, M. R.
    Levantamento qualitativo das espécies invasoras da Reserva Biológica do IBGE, Brasília (DF), BrasilPEREIRA, B. A. S.; FILGUEIRAS, T. S.
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    Agressividade de algumas gramíneas forrageiras na região de PiracicabaTORRES, A. P.
    African grass invasion in the Americas: ecosystem consequences and the role of ecophysiologyWILLIAMS, D. G.; BARUCH, Z.
    Especies exóticas con el mayor potencial de riesgo para los recursos naturales nativosUNIDAD TÉCNICA DE ESPECIES EXÓTICAS
    An overview of invasive plants in BrazilZENNI, R. D. ZILLER, S. R.
    Invasão biológica na Mata Atlântica como resultado do processo histórico de ocupação no Morro das Andorinhas, Niterói (RJ)BARROS, A. A. M. MACHADO, D. N. S.
    O fogo como facilitador da invasão biológica por Megathyrsus maximus (Poaceae: Panicoideae) na Terra Indígena Maxakali (MG): propostas para um manejo agroecológico integrado e adaptativo.FERREIRA, M. T. S. MAIA-BARBOSA, M. M.
    Espécies exóticas na comunidade vegetal do Parque Estadual Sumaúma: potencial de impacto, uso humano e propostas de controleMAGALHÃES, L. C. S
    Invasão biológica vegetal de espécies exóticas no Parque Municipal do Mindu na cidade de Manaus - AM.OLIVEIRA, R. A.
    Regeneration response of Brazilian Atlantic Forest woody species to four years of Megathyrsus maximus removalMANTOANI, M. C. TOREZAN, J. M. D.


    
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