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Calotropis procera

Nome comum

Sinônimos

  • Asclepias procera
 
  • algodão-de-seda
  • ciúme
  • flor-de-seda
  • janaúba
  • leiteiro
  • paininha-de-seda
  • queimadeira
 

Taxonomia

Autor

(Ait.) R.Br. 

Subespécie

 

Autor da subespécie

 

Gênero


Família


Ordem


Classe


Phylum


Reino


Subfamília


Série


Gerais

Área de distribuição natural

África, Madagascar, Península Arábica e Sudoeste da Ásia (Rahman & Wilcock, 1991).

Ambientes naturais

Quentes e secos nos trópicos e sub-trópicos sujeitos às monções, particularmente no hemisfério norte.

Descrição da espécie

Planta perene, arbustiva ou subarbórea, podendo chegar a 3 m de altura. Ramos, folhas, pedúnculos e frutos recobertos por cerosidade, mais intensa nas partes mais novas. Presença de látex branco. Sistema radicular muito desenvolvido, com raiz principal pivotante. Folhas simples, sésseis, geralmente opostas, com limbo carnoso de formato ovalado ou oblongo, de ápice agudo, com 10 - 30 cm de comprimento e 7 - 15 cm de largura; nervuras bem desenvolvidas, sendo a central proeminente na face dorsal; superfícies lisas e glabras, de coloração verde-clara, recobertas por uma cerosidade branco-acinzentada, mais pronunciada nas folhas novas. As folhas são mais presentes nos ramos mais altos da planta, sendo que as dos ramos inferiores se desprendem gradualmente. Inflorescências terminais e axilares, com pedúnculos carnosos e cilíndricos, em cuja extremidade encontram-se umbelas de flores pediceladas. Flores actinomorfas e hermafroditas, cálice envolvente, com 5 lobos agudos, pouco perceptível por estar ajustado sobre a corola e apresentar-se com a mesma textura e coloração. Corola campanulada, com 10 - 15 mm de diâmetro, com 5 lobos de base larga e ápice agudo, eretos, de tecido carnoso, externamente de coloração verde-claro-acinzentado, veludoso e internamente com coloração purpúrea. Corola com base de segmentos prolongados e recurvados. Frutos são folículos inflados, globosos ou mangiformes, com até 12 cm de comprimento por 8 cm de largura, de parede externa carnosa, fina, com uma linha de sutura longitudinal; superfície lisa e glabra, de coloração verde, com depósito de cerosidade esbranquiçada. Sementes ovóides, com base arredondada e ápice agudo, achatadas, com 5 - 7 mm de comprimento e 3 - 4 mm de largura, com superfície pouco rugosa, de coloração castanha; no ápice há um grande número de filamentos sedosos, prateados, com até 5 cm de comprimento.

Forma biológica

  • Arbusto
 

Reprodução

  • Sementes
 

Dispersão

  • Vento
  • Água
 

Dieta

     

    Uso econômico

    • Horticultura
    • Ornamental
     

    Uso econômico - descrição

    Usada como ornamental, na medicina caseira, utilização dos arbustos para produção de ração e extração de madeira para lenha. 

    Invasão

    Tipo de introdução Causa de introdução Local de introdução Data Descrição da introdução
    DeliberadaPara fins ornamentaisRecife1900Introduzida como ornamental em Recife no início do século XX.

    Vetores de dispersão

    • Humano
    • Maquinário
     

    Vias de dispersão

    • Uso ornamental
     

    Ambientes preferenciais de invasão

    • Agricultura
    • Área degradada
    • Vegetação costeira
     

    Ambientes preferenciais de invasão - descrição

    Pastagens, margens de estradas, terrenos baldios e culturas. Ocorre em regiões com temperatura elevada, adaptando-se a variadas condições ambientais, tolerando períodos de seca e solos pobres, altamente arenosos, ácidos e com elevado teor de alumínio. 

    Outros locais onde a espécie é invasora

    Índia, Austrália, Caribe, Estados Unidos (Havaí) e Espanha (Ilhas Canárias). 

    Impactos ecológicos

    Ocupação de ambientes naturais. Forma populações em alta densidade e desloca espécies nativas. 

    Impactos econômicos

    O látex, se ingerido em grande quantidade, pode ser tóxico para animais. 

    Impactos sociais

     

    Impactos à saúde

    O látex da planta pode causar alergias, assim como náusea e vômito em caso de ingestão. 

    Manejo

    Controle mecânico

    Arranquio manual de plântulas e indivíduos jovens. Na Austrália, a viabilidade de sementes enterradas é menor do que 3% após 12 meses. Logo, recomenda-se que as áreas de manejo da espécie sejam monitoradas por pelo menos um ano após o controle. 

    Controle químico

    Corte ou roçada e aplicação de herbicida à base de picloram ou triclopyr (a testar). Outra alternativa é aplicar o herbicida na base dos caules, sem necessidade de cortar os indivíduos. 

    Controle biológico

    No Sudão, estudos com o inseto Dacus longistylus demonstraram controle efetivo em função da destruição dos frutos. Na Índia obteve-se sucesso com o parasita de raízes Cistanche tubulosa, porém este não age somente na espécie. 

    Medidas preventivas

    Banir como planta ornamental. 

    Resultados de análises de risco

    Risco alto, I3N – Instituto Hórus, www.institutohorus.org.br, Brasil, 2008. 

    Ocorrências

    Distribuição no país

    • Moderada
     
    Estado Município Referência local Área protegida
    1BahiaFormosa do Rio PretoTrilha para o Rio Preto a partir da estrada que corta a unidadeEstação Ecológica do Rio Preto
    2CearáMauritiTrecho do Eixo Norte do PISF
    3BahiaAracatu
    4BahiaGuanambi
    5BahiaJuazeiro
    6BahiaSalvador
    7CearáParacuruDunas e beira de estrada na região litorânea
    8Espírito SantoCachoeiro de ItapemirimReserva de Desenvolvimento Sustentável do Itabira
    9Espírito SantoCachoeiro de ItapemirimReserva Particular do Patromônio Natural Cafundó
    10Espírito SantoCachoeiro de ItapemirimZona de amortecimentoFloresta Nacional de Pacotuba
    11MaranhãoBarreirinhasParque Nacional dos Lençóis Maranhenses
    12Mato Grosso do SulAquidauana
    13Mato Grosso do SulCorumbáEstrada Leque-Nhumirin, entre a Fazenda Leque e o retiro Chatelodo
    14Minas GeraisItacarambiParque Nacional Cavernas do Peruaçu
    15Minas GeraisJaíbaNorte do estado de Minas Gerais
    16Minas GeraisJanuária
    17Minas GeraisJanuáriaParque Nacional Cavernas do Peruaçu
    18Minas GeraisJequitinhonha
    19Minas GeraisMato Verde
    20Minas GeraisMontes ClarosNorte do estado de Minas Gerais
    21Minas GeraisPorteirinha
    22Minas GeraisSanto Hipólito
    23PernambucoFernando de NoronhaParque Nacional Marinho de Fernando de Noronha
    24PiauíAmaranteMargens da rodovia BR 316
    25PiauíCanto do BuritiMargens da rodovia PI 140
    26PiauíCaracolBairro Pitombeiras, entorno do ParqueParque Nacional da Serra das Confusões
    27PiauíCaracolMargens da rodovia BR 020
    28PiauíCaracolNo interior do ParqueParque Nacional da Serra das Confusões
    29PiauíDemerval LobãoMargens da rodovia BR 316
    30PiauíFlorianoMargens da rodovia BR 316
    31PiauíItaueiraMargens da rodovia PI 140
    32PiauíLagoa do PiauíMargens da rodovia BR 316
    33PiauíMonsenhor GilMargens da rodovia BR 316
    34PiauíSão Gonçalo do PiauíMargens da rodovia BR 316
    35PiauíSão Raimundo NonatoMargens das rodovias PI 140 e PI 020
    36PiauíSão Raimundo NonatoSítio do Mocó
    37PiauíSimplício MendesMargens da rodovia BR 020
    38Rio de JaneiroCampos dos GoytacazesRestinga do Xexé
    39Rio Grande do NorteJucurutuReserva Particular do Patrimônio Natural Stoessel de Britto
    40SergipeCanindé de São FranciscoMonumento natural da Grota do Angico
    41SergipeCapela
    42SergipePirambu
    43TocantinsConceição do Tocantins

    Projetos

    Título Espécies Contato

    Referências

    Título Autor
    Plantas infestantes e nocivas tomo II.KISSMANN, K. G.; GROTH, D.
    Distrito Federal e Goiás sob ameaça de invasora Calotropis procera (Ait) R. Br.FERREIRA, M. B.
    Calotropis procera (Ait) R. Br.: uma invasora a ser estudada e controlada no estado de Minas Gerais.FERREIRA, M. B.; GOMES, V.
    Calotropis procera (Ait) R. Br.: uma invasora a ser estudada e controlada no estado de Minas Gerais.FERREIRA, M. B.; GOMES, V.
    Estudo fitoquímico de Calotropis procera Ait. sua utilização na alimentação e caprinos : efeitos clínicos e bioquimicos séricosMELO, M. M.; VAZ, F. A.; GONÇALVES, L. C.; SATURNINO, H. M.
    Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas.CÔRREA, P.
    Informe sobre las especies exóticas en VenezuelaOJASTI, J. ; JIMÉNEZ, E. G. ; OTAHOLA, E. S. ; ROMÁN, L. B. G.
    Noxious weeds of AustraliaPARSONS, W. T.; CUTHBERTSON, E. G.
    Noxious weeds of AustraliaPARSONS, W. T.; CUTHBERTSON, E. G.
    Noxious weeds of AustraliaPARSONS, W. T.; CUTHBERTSON, E. G.
    A taxonomic revision of flor de seda (Asclepiadaceae).RAHMAN, M. A.; WILCOCK, C. C.
    Forestry trees as invasive aliensRICHARDSON, D. M.
    Especies exóticas con el mayor potencial de riesgo para los recursos naturales nativosUNIDAD TÉCNICA DE ESPECIES EXÓTICAS
    Especies invasoras de alto impacto a la biodiversidad - prioridades en MexicoCONABIO, ARIDAMÉRICA, GECI, THE NATURE CONSERVANCY
    Las especies invasoras: un reto para la restauración ecológica.LEÓN, O. A. RÍOS, O. V.
    Reglamento de especies exóticas e invasoras.CONAP - CONSEJO NACIONAL DE ÁREAS PROTEGIDAS
    An overview of invasive plants in BrazilZENNI, R. D. ZILLER, S. R.
    Ocorrência de Calotropis procera (Ait.) R. Br. (Apocynaceae) como espécie invasora de restinga.RANGEL, E. S. NASCIMENTO, M. T.
    Aspectos da ecologia de Calotropis procera (Apocynaceae) em uma área de Caatinga alterada pelas obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco em Mauriti, CEFABRICANTE, J.R., OLIVEIRA, M.N.A. & SIQUEIRA-FILHO, J.A.

    Análise de risco

    Amplitude ecológica

    • Generalista
     

    Capacidade de estabelecimento

    • Alta
     

    Velocidade de crescimento e maturação

    • Desconhecido
     

    Reprodução vegetativa

    • Ramos ou rizomas
     

    Produção de sementes

    • Entre 1.000 e 10.000 sementes viáveis por m2
     

    Dispersão natural de sementes

    • Por agentes físicos (água, vento, etc.) mas não por fauna
     

    Dispersão associada a atividades humanas (intencional)

    • Dispersada intencionalmente por pessoas
     

    Dispersão associada a atividades humanas (acidental)

    • Não cresce em áreas de trânsito de pessoas e não tem estruturas que favorecem seu transporte
     

    Capacidade de dominância

    • Indivíduos formam núcleos de alta densidade
     

    Alelopatia

    • Não produz compostoso alelopáticos
     

    Hibridação

    • Desconhecido
     

    Toxicidade para a fauna silvestre

    • Toda ou parte da planta é tóxica
     

    Hospedeira de parasitas ou patógenos

    • Hospeda parasitas ou patógenos
     

    Leva à alteração de ciclos ecológicos

    • Não tem características que levem ao aumento da frequência ou da intensidade de incêndios
    • Tem características que tendem a modificar processos ecossistêmicos
     

    Causa mudanças na estrutura do hábitat ou na forma de vida dominante

    • A invasão não traz mudanças significativas a estrutura do hábitat ou a forma de vida dominante
     

    Impacto na economia

    • Impacto econômico moderado
     

    Impacto na saúde humana

    • Impacto a saúde moderado
     

    Impacto sobre valores culturais e sobre o uso tradicional da terra

    • Desconhecido
     

    Tipo de hábitat

    • Terrestre
     

    Características indesejáveis

       

      Capacidade de rebrote

      • Desconhecido
       

      Tempo de maturação

      • Produz sementes entre idade de 1 e 3 anos
       

      Banco de sementes

      • Viabilidade maior que 20 anos
       

      Resposta ao pastoreio

      • Desconhecido
       

      Resposta ao fogo

      • Desconhecido
       

      Viabilidade de controle

      • O controle é efetivo e há experiência local
       


      
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