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Acacia mangium

Nome comum

Sinônimos

  • Racosperma mangium
 
  • acácia-australiana
  • forest mangrove
  • mangium wattle
 

Taxonomia

Autor

Willd. 

Subespécie

 

Autor da subespécie

 

Gênero


Família


Ordem


Classe


Phylum


Reino


Subfamília


Série


Gerais

Área de distribuição natural

Malásia, Austrália, Ilhas Molucas, Papua Nova-Guiné, Indonésia.

Ambientes naturais

Ocupa zonas pantanosas estacionais, lagos bem drenados e montes, atrás de áreas de manguezais; regiões de climas úmidos, quentes, com temperatura média anual de 19°C e solos ácidos, com teor de fósforo e fertilidade baixos.

Descrição da espécie

Árvore perenifólia, de 10-15m de altura, tronco ereto, com casca pouco saliente e levemente sulcado longitudinalmente. Ramificação fina, horizontal, espaçada, formando copa ovalada com folhagem densa. Folhas simples, alternas, em ramos verdes, alados, dispostos em espiral, ovaladas, largas, coriáceas, de pecíolo curto, ápice alongado, com nervuras salientes partindo da base, de 12-18cm de comprimento. Inflorescências brancas, axilares, sem atrativo ornamental, com flores globulares brancas e estames numerosos. Frutos do tipo vagem, espiralados ou torcidos, marrons, curtos, deiscentes, com sementes pretas, pequenas, pendentes na vagem por um filamento amarelo.

Forma biológica

  • Árvore
 

Reprodução

  • Sementes
 

Dispersão

  • Aves
 

Dieta

     

    Uso econômico

    • Combustível
    • Horticultura
     

    Uso econômico - descrição

    Paisagismo, arborização urbana e rural, eventualmente usada para produção de lenha. Plantios erroneamente realizados para recuperação de áreas degradadas ampliaram a dispersão e o processo de invasão da espécie. 

    Invasão

    Tipo de introdução Causa de introdução Local de introdução Data Descrição da introdução
    DeliberadaPor interesse florestalRoraima1998Foi plantada na região para fins industriais há aproximadamente 7 anos pelo grupo BRANCOCEL - indústria de celulose - e por um grupo de suíços, responsável pelos plantios. Há mais de 50 proprietários, com um responsável designado para todos os plantios.

    Vetores de dispersão

    • Humano
     

    Vias de dispersão

    • Uso florestal
     

    Ambientes preferenciais de invasão

    • Área degradada
    • Campos
    • Vegetação costeira
     

    Ambientes preferenciais de invasão - descrição

    Ambientes abertos, como restingas e campos, incluindo áreas úmidas. Depois de estabelecida, pode suportar temperaturas médias mínimas de 12-25°C e médias máximas de 31-34°C. Tolera bem pH variando de 4,2-7,5 em solos com baixa concentração de nutrientes, pouco férteis, ácidos ou degradados. 

    Outros locais onde a espécie é invasora

    Cingapura, EUA (ilhas Marianas, Havaí), ilhas Cook, Palau, França (ilhas Mayotte, Guiana Francesa), Estados Federados da Micronésia, ilhas Comoro, Malásia, Bangladesh, Tanzania (Aguiar Jr. et al., 2014). 

    Impactos ecológicos

    Ocupação do espaço de espécies nativas, deslocando espécies nativas heliófilas por sombreamento. Por alelopatia tende a impedir a germinação de outras espécies. Risco de impacto sobre o equilíbrio hídrico, especialmente em caso de invasão em ambientes ciliares, por fazer alto consumo de água. 

    Impactos econômicos

    Invasão em plantios florestais de eucalipto no Espírito Santo, requerendo a remoção periódica. 

    Impactos sociais

    As pessoas em áreas rurais perdem espaço e referências de espécies nativas. Na Guiana Francesa, proprietários rurais em geral reconhecem a espécie como praga e atestam que as árvores adultas são muito quebradiças, portanto não podem ser usadas como árvores de sombra para pessoas, e requerem remoção, o que é caro e difícil na ausência de ferramentas adequadas (motosserra) e pessoal. 

    Impactos à saúde

    O pólen pode ser alergênico, em especial nas proximidades de plantios ou ambientes invadidos em alta densidade. 

    Manejo

    Controle mecânico

    Arranquio de plantas jovens. Anelamento na base do tronco com anel de 40-50cm em toda a circunferência. O corte sem tratamento posterior não é eficiente, pois há rebrotamento. Aplicar herbicida à base de triclopir na base do anel, em diluição de 2 a 4% em óleo vegetal. 

    Controle químico

    Corte e aplicação de herbicida no toco. Usar herbicida à base de triclopir diluído em 2 a 4% em água (ou óleo vegetal, mas nesse caso é preciso agregar um emulsificante) e corante. Em caso de anelamento, aplicar o mesmo herbicida na mesma diluição em toda a base do anel, para acelerar a mortandade e reduzir a produção de sementes. 

    Controle biológico

     

    Medidas preventivas

    Estabelecer rotinas de controle em caso de plantios, para remoção periódica de plântulas que escapem do cultivo. O controle é difícil porque a espécie é disseminada por avifauna, sendo a dispersão imprevisível. 

    Resultados de análises de risco

    Risco alto nas Ilhas do Pacífico (www.hear.org/pier/wra/pacific/acacia_mangium_htmlwra.htm). Risco alto cf. protocolo I3N - Instituto Hórus (www.institutohorus.org.br/index.php?modulo=inf_analise_risco_plantas_i3n). 

    Ocorrências

    Distribuição no país

    • Moderada
     
    Estado Município Referência local Área protegida
    1Rio de JaneiroItaguaíCosta Verde, distrito de Ilha da Madeira.
    2AmapáMacapáCampo Experimental do Cerrado - EMBRAPA, BR-156, km 44
    3AmapáMacapáTrevo da BR-156 para Laranjal do Jari
    4Espírito SantoConceição da BarraParque Estadual de Itaúnas
    5Santa CatarinaGaspar.
    6Santa CatarinaDoutor Pedrinho.
    7PiauíTeresinaJardins, quintais e pastagens.
    8MaranhãoSão LuísSítio Santa Eulália.
    9MaranhãoSão LuísPlantio na área do Consórcio de Alumínio do Maranhão (ALUMAR).
    10PernambucoCaruaruCidades, margem de estradas e propriedades rurais.
    11PernambucoÁguas BelasCidades, margem de estradas e propriedades rurais.
    12BahiaPorto SeguroBR 367, km 35, estrada para Eunápolis.
    13BahiaItabelaBR 101, km 751, Rio dos Frades.
    14RoraimaAmajariPlantios florestais
    15Espírito SantoGuarapariParque Estadual Paulo César Vinha
    16AmazonasManausCampus da Embrapa.
    17AmapáAmapáEntroncamento da BR-156 na entrada da cidade de Amapá
    18AmapáFerreira GomesBarragem Ferreira Gomes, BR-156.
    19AmapáItaubalMargem da rodovia BR-156 e áreas de savana.
    20AmapáSerra do NavioPlantios da International Paper
    21AmazonasItacoatiaraPlantio florestal com espécies exóticas.
    22BahiaAlcobaçaEstrada entre Caravelas e Posto da Mata
    23BahiaCaravelasEstrada entre Caravelas e Posto da Mata
    24BahiaCaravelasFazenda da Aracruz Celulose
    25BahiaIlhéusRestinga
    26BahiaMucuriFazenda da Aracruz Celulose
    27BahiaTeixeira de FreitasFazenda da Aracruz Celulose
    28Espírito SantoAlegre.
    29Espírito SantoCariacica.Reserva Biológica de Duas Bocas
    30Espírito SantoConceição da BarraÁrea de Proteção Ambiental Conceição da Barra
    31Espírito SantoConceição da BarraRestinga
    32Espírito SantoConceição da BarraRestinga
    33Espírito SantoDores do Rio PretoZona de amortecimento - Distrito de Pedra MeninaParque Nacional do Caparaó
    34Espírito SantoFundãoÁrea de Proteção Ambiental de Goiapaba-açu
    35Espírito SantoGuaçuíParque Municipal Padre Gino
    36Espírito SantoGuarapariPraia dos Padres
    37Espírito SantoJaguaréFazenda da Aracruz Celulose
    38Espírito SantoSão MateusFazenda da Aracruz Celulose
    39Espírito SantoVila VelhaParque Natural Municipal Morro da Mantegueira
    40Espírito SantoVila VelhaMonumento Natural Morro do Penedo
    41Espírito SantoVila VelhaEntorno da cidade
    42Espírito SantoVitóriaParque Estadual da Fonte Grande
    43Espírito SantoVitóriaParque Natural Municipal Vale do Mulembá-Conquista
    44Espírito SantoVitóriaParque Natural Municipal de Tabuazeiro
    45Espírito SantoVitóriaEntorno da cidade
    46PernambucoBom JardimCidades, margem de estradas e propriedades rurais
    47PernambucoSaloáCidades, margem de estradas e propriedades rurais
    48PernambucoSerra TalhadaCidades, margem de estradas e propriedades rurais
    49RoraimaAlto AlegrePlantios florestais.
    50RoraimaBoa VistaAlvorada.
    51RoraimaBoa VistaJacitara
    52RoraimaBoa VistaPlantios florestais
    53RoraimaBonfimPlantios florestais.
    54RoraimaBonfimSerra da Lua
    55RoraimaCantáFazendas Jacitara, Santa Cecília, Serra da Lua
    56RoraimaCantáPlantios florestais
    57RoraimaCantáSanta Cecília
    58RoraimaMucajaíFazendas Jacitara, Santa Cecília, Serra da Lua.
    59RoraimaMucajaíPlantios florestais
    60RoraimaMucajaíPlantios florestais
    61RoraimaRorainópolisPlantios florestais
    62AmazonasIrandubaÁrea experimental da EMBRAPA e empresa.
    63Espírito SantoCachoeiro de Itapemirim.Floresta Nacional de Pacotuba

    Projetos

    Título Espécies Contato

    Referências

    Título Autor
    Análise da colonização vegetal espontânea em ambientes modificados por medidas físicas na recuperação de áreas degradadas.TREVISOL, R. G.; NEVES, L. G.; SILVA, R. T.; VALCARCEL, R.
    Informe sobre las especies exóticas en VenezuelaOJASTI, J. ; JIMÉNEZ, E. G. ; OTAHOLA, E. S. ; ROMÁN, L. B. G.
    Espécies exóticas invasoras e recuperação de áreas degradadas.ZILLER, S. R.
    Respostas de Acacia mangium Willd e Sclerolobium paniculatum Vogel a fungos micorrízicos arbusculares nativos provenientes de áreas degradadas pela mineração de bauxita na Amazônia.MARINHO, N. F.; CAPRONI, A. L.; FRANCO, A. A.; BERBARA, R. L. L.
    Florestamento dos sistemas de vegetação aberta (savanas/cerrados) de Roraima por espécies exóticas (Acacia mangium Willd).BARBOSA, R. I.
    Avaliação de procedências de Acacia mangium Willd, aos 63 meses de idade, no Vale do Rio Doce - MG.SILVA, F. P.; BORGES, R. de C. G.; PIRES, I. E.
    Commercial forestry and agroforestry as sources of invasive alien trees and shrubs. In: Invasive species and biodiversity managementRICHARDSON, D. M.
    Plantas invasoras em Roraima. In: Roraima - homem, ambiente e ecologia (Barbosa, R. I.; Melo, V. F., org.)BARBOSA, J. B. F.
    Invasion of Acacia mangium in Amazonian savannas following planting for forestryAguiar Jr., A. Barbosa, R.I. Barbosa, J.B.F. Mourão Jr., M.
    An overview of invasive plants in BrazilZENNI, R. D. ZILLER, S. R.
    Acácias australianas no Brasil: histórico, formas de uso e potencial de invasãoNINA, A. SIQUEIRA, M. F. BERGALLO, H. G.

    Análise de risco

    Amplitude ecológica

    • Generalista
     

    Capacidade de estabelecimento

    • Muito alta
     

    Velocidade de crescimento e maturação

    • Anual ou perene, desenvolvimento rápido
     

    Reprodução vegetativa

    • Não tem capacidade de reprodução vegetativa
     

    Produção de sementes

    • Entre 1 e 1.000 sementes viáveis por m2
     

    Dispersão natural de sementes

    • Por aves e mamíferos (associada ou não a outras formas)
     

    Dispersão associada a atividades humanas (intencional)

    • Dispersada intencionalmente por pessoas
     

    Dispersão associada a atividades humanas (acidental)

    • Não cresce em áreas de trânsito de pessoas e não tem estruturas que favorecem seu transporte
     

    Capacidade de dominância

    • Indivíduos formam núcleos de alta densidade
     

    Alelopatia

    • Produz compostos alelopáticos
     

    Hibridação

    • Não há espécies do mesmo gênero ou se descarta o risco de hibridação
     

    Toxicidade para a fauna silvestre

    • Nenhuma parte da planta é tóxica
     

    Hospedeira de parasitas ou patógenos

    • Não há evidência de que hospede patógenos ou parasitas
     

    Leva à alteração de ciclos ecológicos

    • Não tem características que levem ao aumento da frequência ou da intensidade de incêndios
     

    Causa mudanças na estrutura do hábitat ou na forma de vida dominante

    • A invasão não traz mudanças significativas a estrutura do hábitat ou a forma de vida dominante
     

    Impacto na economia

    • Impacto econômico baixo ou nulo
     

    Impacto na saúde humana

    • Impacto a saúde baixo ou nulo
     

    Impacto sobre valores culturais e sobre o uso tradicional da terra

    • Impacto a valores tradicionais moderado
     

    Tipo de hábitat

    • Terrestre
     

    Características indesejáveis

    • Sem espinhos ou acúleos
     

    Capacidade de rebrote

    • Alta capacidade de rebrote a partir de ramos cortados
     

    Tempo de maturação

    • Produz sementes em um ano ou menos
     

    Banco de sementes

    • Viabilidade entre 2 e 9 anos
     

    Resposta ao pastoreio

    • Tolera pastoreio de gado ou outros herbívoros
     

    Resposta ao fogo

    • Prejudicadas pelo fogo
     

    Viabilidade de controle

    • O controle é viável, mas não há experiência local ou meios para implementá-lo
     


    
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